Site Antigo – Biografia (4)

Ayn Rand Old Site - 04 - Biografia

Este é o texto da quarta página, uma Breve Biografia de Ayn Rand:

Biografia

1. RESUMO DA BIOGRAFIA

Nascimento e Primeira Infância

Ayn Rand nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1905 em São Petersburgo, Rússia. Seu nome real era Alissa Rosenbaum. Seus pais, como sugere o nome, eram judeus. Ela só veio a adotar o nome Ayn Rand (que tem as mesmas iniciais de seu nome real) anos depois, como um “nom de plume”.

Seus pais eram proprietários de um próspero negócio na cidade e a família vivia confortavelmente em um amplo apartamento. As férias de verão eram passadas em resorts no campo – quando não em viagens à Inglaterra ou à Suíça.

A Escola e a Decisão de se Tornar uma Romancista

Aprendeu a ler quando tinha por volta de seis anos, basicamente sozinha, com pequena ajuda de seus pais. Quando entrou na escola, por volta dos oito anos (idade de começar a escola na sua região naquela época), já lia e escrevia com facilidade.

Achou a escola destestável (exceto pelas aulas de matemática, que a desafiavam). Especialmente ruim foi a experiência de ler os textos “água com açúcar” que lhe davam, cheio de melosidades. Consta que ela teria comentado que, não tendo o menor interesse em conhecer, na vida real, pessoas como as das histórias que a obrigavam a ler, por que deveria ler sobre elas?

Fora da escola ela descobriu um dia uma história de detetive – e aquela história, cheia de enredo, de aventuras perigosas e arriscadas, com desafios ao raciocínio e à engenhosidade, capturou a imaginação da menina.

Ayn Rand foi pouco a pouco percebendo que desejava encontrar pessoas interessantes, que valessem a pena conhecer – como o detetive da história… Por conseguinte, começou a procurar material para ler (em geral fora da escola) que lhe apresentasse pessoas do tipo que ela gostaria de conhecer.

Ela logo descobriu que não havia tanto material assim disponível. Descobriu ainda algo mais importante: que ela não deveria ficar passivamente esperando que outros lhe criassem os personagens que ela gostaria de conhecer: se ela quisesse que esses personagens heróicos existissem, teria que lhes dar vida ela mesma.

Assim, antes dos seus doze anos, Ayn Rand já havia escrito várias histórias (em geral durante as aulas maçantes) e decidido que seria uma romancista, porque descobriu que poderia criar, em suas histórias, pessoas e acontecimentos infinitamente mais interessantes do que aqueles que ela confrontava em sua vida diária. (Na verdade, a decisão parece ter sido tomada quando Rand tinha dez anos!)

Estava aqui, já em embrião, a visão (mais tarde elaborada por ela e um dia explicitada com muita clareza por Mário Vargas Llosa) de que a função do romancista, do autor de obra de ficção, é recriar a realidade, como ela deveria ter sido. Ela mesma exprimiu a idéia assim:

“A arte é uma recriação seletiva da realidade de acordo com os juízos metafísicos de valor do artista. A finalidade da arte é concretizar a visão que o artista tem da existência. . . . Sou uma Romântica no sentido de apresento o homem como ele deveria ser. Sou uma Realista no sentido de que o coloco aqui e agora neste mundo”.

A Revolução Russa

Vivia ela com essas idéias quando eclodiu a Revolução Russa de 1917, pegando-a com doze anos. Em regra uma menina normal de doze anos não teria uma visão muito clara do que estava acontecendo. Mas Rand não era uma menina normal. Era uma menina que já havia descoberto que o que é admirável no ser humano é a capacidade de ação e liderança do indivíduo, seu potencial de grandeza e heroísmo — e que uma vez que se descubra isso, nada menos é aceitável. .

A essa visão individualista, a Revolução Russa contrapõe a massa informe; a essa visão de que o indivíduo deve agir e criar aquilo que ele deseja, a Revolução Russa contrapõe a idéia de que é o estado que deve dar as pessoas aquilo de que elas precisam…

Não é de surpreender que Rand e o comunismo não se dessem bem. E nem tanto porque os comunistas lhe roubaram a casa e destruíram o negócio de seu pai: mas porque o Comunismo representava um ideário totalmente incompatível com aquele que cristalizava a sua visão.

O que surpreendia a ainda menina era o fato de que as pessoas lamentavam as dificuldades, mas quase ninguém se preocupava em discutir a ideologia que havia trazido aquelas dificuldades…

A ideologia comunista roubava a Rand o direito de definir sua própria vida e de viver para si – e procurava obrigá-la a viver para os outros. Essa ideologia era voltada para destruir o indivíduo inteligente, competente, ambiciosa e independente – fazendo dele um refém nas mãos da turba, um animal sacrificial cuja destruição serviria para satisfazer a inveja dos incompetentes tribalizados.

Rand começou a perceber ali que o direito do indivíduo à sua própria vida, e aos frutos do seu trabalho (propriedade), é um direito inalienável, que nenhum outro indivíduo, grupo, coletivo, classe ou estado pode violar.

[INCOMPLETO – A CONTINUAR]

2. LIVROS DE NATUREZA BIOGRÁFICA

Nathaniel Branden e Barbara Branden, Who Is Ayn Rand? (Random House, New York, 1962)

Barbara Branden, The Passion of Ayn Rand (Doubleday, New York, 1987)

Nathaniel Branden, Judgment Day: My Years with Ayn Rand (Houghton Mifflin, Boston, 1989)

Michael Paxton, Ayn Rand: A Sense of Life – The Companion Book, livro publicado para acompanhar o Documentário de Longa Duração com o título Ayn Rand: A Sense of Life ( Gibbs Smith, Layton, UT, 1998)

3. FILME SOBRE AYN RAND 

Ayn Rand: A Sense of Life, Documentário de Longa Duração indicado para o Oscar de 1998, produção de Image Entertainment, direção de Michael Paxton, estrelando Sharon Glass, em VHS e DVD (duração: 2h23m). [Cf. o livro, mencionado acima, Michael Paxton, Ayn Rand: A Sense of Life – The Companion Book, publicado para acompanhar o filme( Gibbs Smith, Layton, UT, 1998)]

Transcrito em Salto, 8 de Junho de 2016

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